O bonito castelo de Montemor-o-Velho

Implantado na margem direita do Mondego, junto à estrada que liga a Figueira da Foz a Coimbra, e dominando os campos de arroz até perder de vista, encontra-se o bonito castelo de Montemor-o-Velho, cuja história remonta aos tempos das lutas entre cristãos e muçulmanos e cuja beleza é motivo suficiente para uma visita.

Montemor-o-Velho foi ocupada no século VIII pelos muçulmanos e reconquistada em 848 pelos cristãos, através de Ramiro I de Leão e de seu tio, o abade João, cuja história está intimamente ligada à de Seiça – Paião, Figueira da Foz, o que aparece reflectido nos painéis que ornamentam a capela de Nossa Senhora de Seiça, além das lendas e da própria história.

Em 1064, Fernando Magno reconquista, definitivamente, Coimbra e Montemor-o-Velho, avançando a linha da Reconquista Cristã até às margens do Rio Mondego. O governo militar desta região foi atribuído ao conde Sesnando, um moçárabe de Tentúgal.
Arruinado e sem guarnição, o Castelo de Montemor-o-Velho seria restaurado por iniciativa de Afonso VI de Castela e Leão. Em 1095, a povoação recebia carta de foral, confirmada alguns anos mais tarde pelo conde D. Henrique. Restaurado e reforçado defensivamente, este castelo seria decisivo para suster os frequentes ataques árabes à região de Coimbra.
A importância militar e estratégica deste castelo foi-se mantendo ao longo dos séculos. As suas grandes dimensões permitiram aquartelar mais de 5000 homens no seu interior e a chefia do castelo seria sempre exercida por proeminentes figuras da corte nacional.
Ocupada pelas tropas francesas de Napoleão, Montemor seria libertada em 1808. Contudo, três anos mais tarde, nova invasão francesa sob o comando de Massena assola o território nacional. Esta expedição militar é mal sucedida e, ao retirarem-se, os franceses lançam o caos e a ruína. Montemor não escapa a esta onda de violência: a sua vila é saqueada e o castelo sofre avultadas destruições. Apesar de tudo, o actual perfil deixa ver grande parte do seu poderio e qualidade arquitectónica, na sua maior parte obras realizadas no século XIV.
Integrando o castelo estavam diversos templos cristãos: intramuros, situa-se a graciosa Igreja de Santa Maria da Alcáçova, fundada no século XI, por diversas vezes reedificada e configurando-se como uma importante obra arquitectónica do período manuelino. Paralela à barbacã implanta-se a Capela de Santo António, enquanto a medieval Igreja da Madalena foi um templo renovado nos séculos XV-XVI. Na nova cerca subsistem ainda as ruínas da Capela de S. João.

Bibliografia:
Montemor-o-Velho – folheto informativo/turístico da  Câmara Municipal de Montemor-o-Velho;
Castelo de Montemor-o-Velho. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-08-18], disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$castelo-de-montemor-o-velho&gt;.

 

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