Réplica do templo egípcio de Abu Simbel em Óbidos

 

Réplica do templo de Abu Simbel

      Uma réplica do Templo egípcio de Abu Simbel pode ser visitada no Terreiro de Santiago, na cerca do castelo, em Óbidos, até ao dia 31 de outubro. O templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos. Fica situado no sul do Egito, no banco ocidental do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão, a cerca de 300 quilómetros da cidade de Assuão. Na década de 1960, com o apoio da UNESCO, o templo foi transladado, para não ficar submerso, devido à construção da barragem de Assuão, e do consequente aumento do caudal do rio Nilo.
      Escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento da obra. A fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura e é constituída por quatro estátuas com vinte metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado, ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação.
      A segunda das estátuas foi parcialmente destruída por um terramoto em 27 a.C., a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma’at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II.

      Esta réplica é composta por quatro zonas, sendo a primeira a fachada, duas salas chamadas de “pilares” e terminando no santuário.

     A réplica do templo “demorou cerca de cinco anos a construir” e foi a forma encontrada pelo seu autor para “levar a história do Egipto às pessoas que não têm possibilidade de visitar o original”, conforme disse à agência Lusa Hany Mostafa.
     A empatia com “o povo português” que “tem muitas semelhanças com os egípcios” levou o artista a escolher Portugal como o primeiro país da Europa a expor a réplica que, com 12 metros de largura por 21 de comprimento, reproduz na íntegra o original, com uma fachada de 33 metros de altura e 38 metros de largura.

      Além da fachada ostentando quatro estátuas (que representam o faraó Ramsés II sentado com a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação), a réplica recria, no interior, duas salas do templo, denominadas salas dos pilares (com dezenas de estátuas), e o santuário, o local mais sagrado do templo, onde só Ramsés podia entrar. 
     Desde as estátuas, às inscrições nas paredes ou às pinturas do teto, a réplica recria ao pormenor ” a história do faraó, da sua família, de outros deuses e da unificação do Egito”, explica o mentor do museu.

Fontes: Portal do Município de Óbidos e Rádio Renascença/Sapo notícias.

Fotos: Madalena Canas

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