Viagem à Pré-História II

Um sonho feliz!

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Entrámos na máquina do tempo e regressámos à pré-história. Estava frio, muito frio. Decidimos que o melhor era procurar um abrigo onde passar a noite. Encontrámos uma gruta espaçosa. Não tínhamos fósforos e, recordando o que tínhamos aprendido nas aulas de História e Geografia de Portugal, batemos com umas pedras nas outras tentando fazer fogo, que nos aquecesse e iluminasse. Estava difícil mas por fim lá conseguimos. Acendemos uns ramos e umas folhas que aqueceram um pouco o ambiente. Ao longe ouvíamos sons estranhos, uivos e grunhidos que nos assustaram. Percebemos que havia animais ferozes por perto. Contudo, a fogueira, próximo da entrada, dava-nos alguma segurança. Os animais temem o fogo. Talvez não nos incomodassem.

Alguns de nós, mais destemidos, pegámos numa acha a arder e decidimos explorar a gruta. Descobrimos que, mais ao fundo, nas paredes e no teto, existiam diversos desenhos, alguns representando mamutes, outros veados, grupos de caçadores tentando acertar-lhes com lanças, arcos e flechas, desenhos de mãos e outros de formas estranhas que não descodificámos. Por que razão teriam sido ali feitos? O que significariam? Seria a vontade de caçar aqueles animais? Seriam projetos de caça, como alguns colegas pensavam? De qualquer modo, reparámos que alguns dos animais ali representados já não existem nos nossos dias. Por alguma razão desapareceram.

Mal o sol começou a iluminar a entrada da nossa caverna acordámos. Os estômagos davam sinal, mas o que comer? Não trouxéramos comida. Era proibido transportar alimentos na máquina do tempo! O melhor era pôr mãos à obra e procurar alguma coisa que nos matasse a fome. Por sorte, não muito longe, encontrámos alguns arbustos carregados de umas bagas vermelhas. E seriam comestíveis? Esse desconhecimento trazía-nos problemas. Como fazer? Ouvimos mexer atrás de uma árvore e, pouco depois, surgiu à nossa frente um grupo de homens cobertos com peles de animais e armados com algumas lanças. Ficámos atrapalhados. E agora? Vão matar-nos?! Afinal eram amistosos. Pediram-nos ajuda para caçar veados que se avistavam dali. Disseram-nos que as tais bagas vermelhas eram seguras, podíamos comê-las. E foi o que logo fizemos.

De estômago mais composto lá fomos participar na caçada. Cercámos, com os nossos amigos, os animais que, assustados, acabaram por cair numa armadilha que aqueles homens haviam preparado. Trabalhando em grupo conseguimos caçar dois veados. Os nossos amigos caçadores estavam satisfeitos. Percebemos que aquela carne era muito importante para eles… E para nós. Foi com grande satisfação que em conjunto assámos a carne e trocámos informações sobre os diferentes tempos em que vivíamos. Vimos como fabricavam as suas armas e objetos, a maior parte de pedra lascada, que necessitavam para as tarefas da caça, da preparação da carne e do vestuário. Despedimo-nos, deixámo-los a comer a sua carne assada e voltámos à nossa máquina do tempo.

Fomos confrontados com a falta de dois elementos do nosso grupo. Tinham arriscado ir um pouco mais além e já se encontravam numa comunidade agro-pastoril. Era bem melhor do que ali naquele tempo de frio em que sobreviver era tão difícil. Fomos obrigados a ir até lá.

Chegámos e encontrámo-los felizes e sujos, a tentar fabricar vasos e pratos de barro. Aquela gente, com quem já tinham travado conhecimento, vivia da agricultura e da pastorícia. Vimos que já viviam em casas feitas por eles e que as suas roupas já não eram simplesmente peles de animais, já sabiam fazer alguns tecidos. Igualmente reparámos que já tinham domesticado alguns animais, que os ajudavam no trabalho das terras e lhes forneciam alimento. Ficámos admirados. Ali era bem mais quentinho e fácil do que junto dos recoletores que antes conhecêramos. Também constatámos que havia outras árvores e animais diferentes. Miúdos, como nós, haviam colocado umas rodas de madeira num pequeno tronco e empurravam-se, à vez, naquele carrinho, dando gritos de alegria.

Encontrámos uns grandes monumentos de pedra e interrogávamo-nos para que seria aquilo. Felizmente o chefe daquela aldeia  percebeu e explicou-nos que eram para sepultar os seus mortos e que outros serviam para adorarem o sol e a lua, pedindo proteção e fertilidade para as terras.

Mas, era preciso regressar… Fomos “acordados” por uma voz que dizia: João, Maria, Daniel, Afonso? Que vos deu? Adormeceram? Temos de continuar a matéria da aula…

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Clube de Divulgação e Defesa do Património
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2 respostas a Viagem à Pré-História II

  1. sarah diz:

    eu tenho uma pergunta o que os homens da pre_historia pensavam sobre o sol da liberdade

    • Olá! Os homens da pré-história só podiam pensar o melhor sobre o sol da liberdade! O sol é que lhes trouxe a possibilidade de terem uma vida diferente e de criarem muitas coisas novas.

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